quinta-feira, 27 de setembro de 2018


oh Deus! livrai-nos dos inocentes

tijela é com g; que descoberta maravilhosa!

desadaptação é meu diagnóstico; o resto é jogo de cena

como da última vez foi a primeira vez

o que esperar de um país que a vela de sete dias não dura nem cinco?
como tudo aquilo que não há
não me sacio nunca
se você não sabe quantos vaga-lumes eu tenho guardado

pelo menos o voto em papel servia para limpar a bunda

eu te amo eu te odeio
rápido demais
mas te esquecer jamais

no final vai dar tudo certo porque é assim que eu quero

estou a um passo do próximo passo

sábado, 15 de setembro de 2018


vou pegar meu cérebro e sair por aí

domingo, 9 de setembro de 2018


faça-me sombra, 
sobra, faca na garganta
faça-me faça-me

domingo, 2 de setembro de 2018

escrevo isso



escrevo isso com os ossos
com sangue e fluidos
tudo é terrível
a menos que estejas sorrindo
mas enquanto isso
vale cada gota de suor
cada subida á montanha
cada fracasso tentativa e erro
cada canto desesperado e assobio de velhas canções que nos fazem acreditar que mais que tudo
é preciso e necessário
essa lágrima
esse frio no estômago
essa multidão de nãos
para que, 
você sabe,
nós dois sorrindo

sábado, 1 de setembro de 2018


312 da Martiniano de Carvalho jamais deixará de existir

enquanto isso aí, eu no meu canto adivinho, nós dois sorrindo

eles dizem:
- proibido.

proibido qualquer coisa aliás, mas, eu e você, outra vez, nem aí

eu e você que vamos morrer 
não podemos crer
que eu e você vamos morrer

estares fumaça mas sois estrela