segunda-feira, 2 de novembro de 2026

o quebra-cabeças




Manter a esperança. Ação. Corpo-a-corpo.
A rua, a rua. Barão de Itapetininga como há 40 anos.
Um panfleto tem que ter uma mensagem clara, direta e uma imagem forte: um Coração!
Na rede: BORA LULA!! Mil pedidos de amizade em uma semana.
Falar nas drogarias, nos ônibus, nos botecos, nas recepções: você conhece as propostas dos candidatos para os trabalhadores?
Se não houver outro jeito eu vou virar terrorista, não vou ficar deitado vendo o mundo acabar.
Ligar para os velhos amigos de São Luiz do Maranhão, Vitória do Espirito Santo, Embu das Artes, Poços de Caldas Minas Gerais.
De volta a Paulista, a impressão, é uma certeza, conheço todas essas pessoas. Elas tem todas as cores, todas as dores, todos o amores.
Lula aparece no caminhão exatamente na hora que nós estamos no lugar combinado de nos encontrar com nossos confrades.
É bom olhar pra todos os lados e ver que a gente está cercado por gente foda; meus amigos são do caralho!
O copo quebrou, a arvore caiu, o bolo embatumou, não tem importância, o Lula ganhou!



domingo, 18 de outubro de 2026

sábado, 10 de outubro de 2026

domingo, 27 de setembro de 2026

aquela coisa de quem guarda versos



aquela coisa de quem guarda versos                                                      em lugares diversos                                                                         
na ponta da língua                                                                              no gelo, no armário, no refratário

e o verso aguarda
sem baixar a guarda
(ah o destino do verso...)

o verso está fadado
ainda que mal falado, maldito
ser evaporado
deixar de ser guardado
ser lido, cantado
sair daquele que o guarda
e correr livre , encantado







quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Amelinha Teles, presente




Amelinha , mulher. Amelinha, amiga. Amelinha, defensora, Amelinha, atacante. Subindo e descendo pelo Bixiga, brincando, dando um toque. 

Amelinha, brava gente brasileira.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Agora é que o mundo acaba




Agora é que o mundo acaba
que a História finda
que meu mundo desaba.

Resumida a desgraça, miséria e lixo
a vida é uma cilada.

Agora é que eu vou-me embora
antes que aconteça, que a onda cresça
que ele vença, e tudo de nós, de laços, desapareça,
eu me mando para a terra daquela poesia
a Pasargáda

é hora de sair fora
antes que cada preto, puta pobre nordestino seja caçado
todo pobre, gente fina, e nenhum malandro vai ficar fora da lista
tá todo mundo fudido, com o rabo assado.

vambora minha senhora
esquece a sacola, é hora, é hora
vai explodir
deixe de nove horas
vamos partir sem chapéu, ao léu
no véu de nossa senhora, minha madrinha
que também a mulher vai ser massacrada, só servindo pra troféu, empregada, pano de chão, galinha, pra essa curriola.

a lista desses malditos, tarados, hipócritas é laudatória...

é um mundo em risco, o da liberdade, do bem, que termina
o novo mundo sem metáfora, sem poesia, sem pasárgada
um mundo de pouca bosta





terça-feira, 11 de agosto de 2026

escola



as salas de aula estão cheias
os corredores estão cheios
os banheiros estão cheios
eu estou cheio disso tudo