segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
vira lata
Eu não tenho um cachorro,ele é que me tem. Em algum lugar por aí.
Tudo flutua, e eu erro por aí, por aqui e em todo lugar, eu erro na rua, adoro deambular. Igual ao cão vagabundo.
Ninguém tem nada, não é possível ter alguma coisa, quanto mais um cachorro. Algumas pessoas tem nuvens, outras diamantes, outras quinhentas cancões , outras criam cães pra fazer lucro. Deixa pra lá. Ter um livro? ter um casa? ter um amor? ter um cachorro? Ter um cachorro de rua? Ele é que me tem.
O cachorro da foto é um cachorro da rua, e de rua.
Ele passa e não te olha, ele passa e te olha, e te segue, ele abana o rabo, ele te segue por aí, ele fica na dele e você ama o bicho.
Eu sou um cara da rua e de rua, embora sempre volte pra casa. Embora os outros não achem isso quando me olham, mas porque os outros não acham isso eu sou de rua, ou antes de qualquer olhar eu já estava na rua. Muita gente não dá a minima pra cachorro de rua.
Já fui chamado de vira lata por gente sensível, que me olhou direito.
Eu passo e olho e faço de conta que não é comigo, ou eu queria que fosse comigo, eu roo o osso.
Se liga que eu to só te sacando, se algum cachorro te sorrir, siga desconfiando.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
vivo ou morto
assim, com dinheiro ou sem dinheiro é a mesma coisa, mas é melhor com dinheiro.
assim, com democracia ou sem democracia é a mesma coisa, mas é melhor com democracia.
assim, com companhia ou sem companhia é a mesma coisa , mas é melhor com companhia.
assim estar vivo ou estar morto é a mesma coisa, mas...
a experiência brasileira
essas experiências que estão sendo feitas no Bananão,
de colocar milhares de pessoas dentro de um espaço confinado (METRO), de promover a ideia que ter é mais importante que ser (SOCIEDADE DE CONSUMO) de promover a ideia de que os milagres acontecem, cura de doenças,todo mundo tornar-se empresário (IGREJAS EVANGÉLICAS) de que: "isso é minha vida"(TIMES DE FUTEBOL) entre outra experiências que estão acontecendo aqui são muito interessantes para os psicanalistas, antropólogos, etc. mas para quem é um pouco sensível isso está sendo triste pra diabo.
solitude
o tempo lá fora não interessa
eu caminho,por onde eu caminho
qualquer caminho me servirá.
eu vou sozinho
mas eu nunca estou sozinho
uma vez que se ama
o amor nunca nos deixará
sábado, 8 de fevereiro de 2014
goodbye yellow brick
sou um estrangeiro, em qualquer lugar. desde sempre.
eu busquei amar essa terra, mas isso aqui não é pra mim.
eu não estou dizendo adeus, pois não tenho de quem me despedir.
juntem três ou quatro de vocês, derramem um trago na minha, e cantem algumas canções de marinheiro.
eu busquei amar essa terra, mas isso aqui não é pra mim.
eu não estou dizendo adeus, pois não tenho de quem me despedir.
juntem três ou quatro de vocês, derramem um trago na minha, e cantem algumas canções de marinheiro.
uma noite de trabalho intenso
na cidade as pessoas, após serem atingidas por qualquer coisa que eu não sei o que,mas que queimava a pele, estão jogadas no chão.eu, entre outros, as reanimam, mas temos que fugir. numa galeria comercial estou a salvo. lá fora cai uma chuva torrencial. com minha malandragem furto guarda-chuvas, e passo inclusive a enganar aqueles que tem que ser enganados, vendendo guarda-chuvas a eles. não consigo enganar a todos, tenho que fugir, debaixo do aguaceiro.
moral da história:
- quem sai na chuva vai se queimar.
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