quarta-feira, 30 de novembro de 2011

tem um tempo
que eu não conto
quando leio um livro
revejo o mar
quando espero 
pra te ver
acordar


tem um tempo
longo
que eu tive que esperar
para o primeiro beijo
entender o que estava escrito
ver pela primeira vez o mar


tem um tempo
em que eu tento
enganar o tempo
escrevendo um livro
prolongando o beijo
nadando devagar


tem muito tempo
que eu não sofro
se vai chover no fim de semana
quando te espero
se falta muito para o livro acabar


hoje eu procuro um tempo
conciso
como escrever a faca
extenso
que movimente a vela
delicado
sem pressa pra te amar

mares de morros

renata roman

nos mares de morros a Serra recortou em silêncio um baú de belezas


aberto para quem quiser navegar

domingo, 27 de novembro de 2011

caramurus e jingle bells
todo esse barulho
me afasta dos céus

curiosos detalhes inscritos no solo cimentado da cidade que não é nossa e nem de nínguem. rugosidade aspereza simetria que não não pode ser lambida beijada nem tocada









atrás das grades a sociedade encarcerada não sente-se protegida e espera sentada o fim dos dias








flores esperam no chão.












 delicada rosa  sua fragilidade em contraste com a bruteza da calçada  encontra reflexo em cada pessoa que passa  e desvia o passo para não pisar em você.



lugares inusitados donde nascem plantas e ás vezes crescem árvores