sábado, 14 de maio de 2011

churrasco de gente diferenciada



Fomos ao churrasco, estava sem molho... 

É claro que a gente escura, que entra pela entrada de serviço, e mora nas quebradas, M' boi mirim e Brasilândia  e serve café e carrega caixas, e abre portas, e atende telefone, e diz: sim sinhô, a sinhazinha não está, ela foi á academia; a gente escura e baiana que é balconista, "o mundo sempre vai precisar de balconistas", os serventes não foram. E quem esperava que eles fossem?

A gente diferenciada somos eu e você, baby.

Nós somos gente diferenciada porque entendemos a piada e somos lindinhos,ok?

a gente é brasileiro e quer mais é se divertir, bater um bumbo na praça, tomar uma cervejinha e encontrar gente bonita.

a gente é diferenciado porque está fazendo campanha virtual no Face.

a gente é diferenciado porque a gente sofre com o sofrimento alheio.

a gente é diferenciado porque a gente pode conversar - um dia a gente se entende - e sem estender muito o papo, a gente tem que se entender por telepatia! (Adoro aquela passagem do Woodstock; o povo cantando no rain, no rain, e chove e chove... aí o povo vai brincar na lama!)

adoro Higienópolis, andei muito lá: Albuquerque Lins, a avenida mesmo, rua Rio de Janeiro, subindo e descendo. um dia meninas de um prédio me chamaram de baianão, noutro dia meninas passaram de carro e gritaram: ei camarão (meu cabelo vermelho). Nuns dias faz frio e noutros bate o sol, mas o que eu quero lhe dizer...

Esse é o Brasil, brasileiro: M' boi mirim, 3 horas pra chegar no centro,4 horas pra chegar em Higienópolis.  Quando o metrô vai chegar lá? Será que 3 mil e 500 assinaturas colocam o metro lá?

No Brasil, brasileiro tem algumas assinaturas que valem muito mais que milhões de outras assinaturas.

As relações assimétricas do Brasil, brasileiro,  isso é o que está em discussão. Não é sobre o povo, sobre democracia representativa, sobre transporte, sobre espaço público, sobre quem pode ou não pode se manifestar, falar em nome dos outros.

O problema é: Alô Gláuber Rocha: "será que a burguesia não pode ceder, em nome de uma nova utopia? 

"pausa para reflexão."

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