quinta-feira, 4 de julho de 2013

diário sentimental # 14



se eu descrevesse a morte, ou o passamento, de uma dezena de manos, amigos e irmãos, as pessoas saberiam mais de mim do que dos defuntos. O Adilsinho é um deles.

mas
flores em vida

Eu e Adilsinho.

Há uma geração atrás, 25, 28 anos passados, finalmente eu havia descoberto como ficar com garotas.O meu reino era a 13 , como dizemos nós da Bela Vista; Bixiga pra quem vem de fora. 
Ficar com garotas por uma noite... as mais honestas adivinhavam e aceitavam. Aceitavam também um dinheiro pro cigarro e pra condução,e essas eram, sem dúvida, as mais honestas e valiam a pena uma segunda visita.
Amanhecia mais um dia horrível em Essepê, garoava, a noite havia sido imensa. Como sempre fui um cavalheiro e gente fina, acompanhava a companheira até o ponto de ônibus.Subíamos cansados, eu e a garota, a escadaria da Parada Vai-Vai.
No meio de toda aquela gente Vejo o Adilsinho com um neguinha ainda mais feia do que a minha. Sorrimos.

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